A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) as investigações da Operação Sem Desconto, que apura fraudes milionárias em aposentadorias do INSS por meio de associações suspeitas. O caso ganhou novos contornos após menções ao senador Sergio Moro (União Brasil-PR), ao deputado Fausto Pinato (PP-SP) e ao ex-ministro Onyx Lorenzoni, figuras ligadas ao governo de Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com o relatório da PF, Onyx Lorenzoni teria recebido, durante a campanha ao governo do Rio Grande do Sul em 2022, doações de um intermediário vinculado à Amar Brasil, entidade acusada de operar irregularmente descontos em benefícios previdenciários. O Coaf identificou movimentações atípicas. O ex-ministro nega qualquer relação e afirmou que, no período em que esteve à frente do governo, reforçou medidas para coibir fraudes no sistema do INSS.
No caso de Sergio Moro, a PF sustenta que mudanças feitas em sua gestão no Ministério da Justiça (2019-2020) teriam enfraquecido sindicatos tradicionais e, consequentemente, beneficiado essas associações suspeitas, criando um ambiente propício a irregularidades contra aposentados e pensionistas. Moro reagiu em nota: “O Ministério da Justiça não teve qualquer relação com contribuições associativas ou descontos em aposentadorias”.
Já o deputado Fausto Pinato foi mencionado no relatório policial pelo fato de seu escritório político funcionar no mesmo endereço onde estava uma empresa alvo da investigação. Pinato classificou a situação como uma “coincidência infeliz” e negou qualquer participação nos desvios.
A PF também relacionou o caso ao polêmico inquérito que envolve o advogado Rodrigo Tacla Duran, ex-alvo da Lava Jato, que acusa Moro de ter participado de um suposto esquema de “negociação espúria de cartas sindicais” durante seu período como juiz.
Agora caberá ao ministro Dias Toffoli, do STF, avaliar se esses episódios têm ligação efetiva ou se os processos seguirão separados. Em decisão preliminar, Toffoli sinalizou que, por ora, não vê conexão direta entre os supostos atos de Moro e as fraudes do INSS, mas determinou o compartilhamento das inve
